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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Amamentar não é moda e sim um ato de saúde.

Amamentar NÃO é moda 


Oi gente, tudo bem?

Ontem rolou o maior bafafá por causa de um texto escroto, sem cabimento, sem embasamento científico sobre amamentação em uma revista materna. Cheguei a postar na FANPAGE, o post teve vários comentários, mas depois que passou pela minha cabeça que era justamente isso que a revista queria "ibope", deletei o conteúdo.

Todos os comentários foram contra a matéria e somente um buscou entender as duas situações: a mãe que amamenta e a mãe que não amamenta, inclusive veio de uma leitora que gosto muito, é participativa e sensata, ou seja, concordei com a resposta e opinião dela que foi mais ou menos essa:  Mães que amamentam pressionam as que não amamentam, pois o que ouvimos é que amamentar é um ato de amor, é como criamos vínculo com nossos filhos e que bebês amamentados são mais saudáveis e ela sem conseguir amamentar acreditou durante algum tempo que não teria este tal vínculo com seu filho e que o mesmo poderia não ser saudável.

Eu já venho com o outro lado da questão, o lado da falta de estímulo em amamentar que recebi desde a maternidade tão conceituada de São Paulo, nas consultas com 4 pediatras e com algumas opiniões de pessoas próximas de mim:

- No ato da alta hospitalar, a Pediatra de plantão me entregou sua prescrição e me orientou da seguinte forma: Se trocar 2 vezes seu bebê e a fralda estiver seca, ela está desidratada, ou seja, dê tantos mls da fórmula X;

- Nenhuma enfermeira me ensinou a amamentar, o lance da pega correta e saí da maternidade com meus bicos em carne viva, mordia o travesseiro pra amamentar minha filha de tanta dor, vi sangue na boca da Clara ao amamentá-la;

- Na primeira consulta da Pediatra 1, que foi 5 dias após eu ter chegado em casa, Clara não tinha ganho o peso que perdeu na maternidade e a orientação que recebi foi: se ela não ganhar peso em 5 dias, entraremos com a fórmula X;

- O palpite mais descabido que recebi da minha cunhada foi: dá uma mamadeira da fórmula X pra ela às 23hs, assim ela dorme a noite inteira e você descansa (isso quando ela tinha 1 semana de vida);

- Outro palpite descabido de familiares: dá chupeta pra ela, pois ela está usando seu peito como chupeta e você vai virar escrava;

- Consulta com o Pediatra 2 aos 4 meses: começa a dar mamadeira e a fórmula X pq logo você volta a trabalhar e ela tem que se acostumar;

- Consulta com o Pediatra 3 aos 6 meses: Mãe, leva esta fórmula X pra casa, pois você não vai conseguir continuar amamentando, você não vai conseguir ordenhar a quantia necessária de leite pra ela tomar no berçário;

- Consulta com o Pediatra 4 aos 12 meses: está na hora de desmamar, né? Ela precisa conhecer os outros leites.

- Comentário que mais escuto de pessoas próximas: não sei pra que amamentá-la ainda, ela já come tudo ou só até 2 anos então, né?

Eu nunca fui incentivada a amamentar, muito pelo contrário, tive mil motivos pra desistir, pois Clara acordava a cada 1 hora até os 5 meses e eu vivia cansada, cheia de olheiras, pois pouco dormia.
Não tenho empregada todos os dias, apenas faxineira 1 vez por semana que vai em casa apenas pra limpar. Roupa, comida e organização sou eu quem cuido. 
Voltei a trabalhar quando minha licença maternidade + férias acabaram e Clara foi pro Berçário, onde eu ordenhava meu leite da loja, congelava e mandava pra escola e as berçaristas davam de colher pra ela, pois eu não dei mamadeira e ela não aceitou o bico rígido.
Trabalhava de segunda à sábado, cuidava da casa ... enfim, ao contrário do que falam, não tinha a vida "fácil" pra aderir a amamentação.
Aderi a amamentação por causa de todas suas vantagens pro bebê, lutei contra todos os palpites que recebi, contra todas as orientações de profissionais que recebi, fui atrás de ajuda, venci os bicos em carne viva, venci a pega errada e minha filha sempre ganhou peso, cresceu, se desenvolveu corretamente.
Descobri o ponto de equilíbrio meu e dela e como descansar e nunca me descontrolei ou me tornei a mau humorada por amamentar em livre demanda.
Respeite os sinais de choro da minha filha, dei colo, dei carinho, dei chamego, dei peito e ela sempre parava de chorar.
Respeitei os picos de crescimento, as "manhas" e fomos, ou melhor, estamos indo da nossa maneira aqui em casa.

O que não aceito e acho nojento, descabido é esta falta de informação, essa mania de querer sempre alfinetar um dos lados e pra mim sempre é o lado de quem amamenta que é sacrificado, pois incentivo ainda é pouco, infelizmente as Empresas pegam pesado no incentivo ao uso de fórmulas. Infelizmente os pediatras acham que amamentar é desnecessário e já ouvi isso de mais de um profissional.

Amamentação prolongada então .... pra que???
Eles ainda tem a cara de pau de dizer que o leite perde os nutrientes após 1 ano da criança.

Gente, por favor. Não amamentar por motivos fisiológicos é algo que pode acontecer e em hipótese alguma a mãe deve se sentir culpada por isso. Claro que ela ama seu filho, claro que terão vínculo, claro que ele será saudável.

Mas falar que o bebê chora por fome e como amamentar é moda a mãe acha que é cólica e nada faz pra amenizar o choro do bebê?
Falar que a Maria é quem sabe o que o bebê precisa e não a mãe que quer amamentar?
Falar que o leite em pó é uma maravilha e deixar nas entrelinhas que o leite materno não sustenta a criança??? - Trechos do texto do qual não vou por o link, pois não quero promovê-lo

Sim, várias mães dão complemento pra seus filhos, mas será que esta é a melhor e única solução? 
Será que o pediatra que cuida do bebê tentou outras opções pra aumentar a produção do leite da mãe?
Será que o pediatra explicou que o peito fabrica leite enquanto o bebê mama, ou seja, aderir a livre demanda e fugir do padrão "mamar a cada 3 horas" pode ser solução pro "pouco leite"?
Será que o pediatra viu logo na primeira semana que a pega está correta?
Ou melhor, será que as enfermeiras da maternidade onde o bebê nasceu explicou, ensinou como é amamentar???

Amamentar não é assim tão fácil, muito pelo contrário, pra mim é difícil e precisamos sim de ajuda.
Muitas de nós, pelo menos eu achava que ao colocar a Clara no meu peito ela iria imediatamente começar a mamar como se não houvesse amanhã.
Tipo o bebê da lagoa azul que é colocado no mar e saí nadando lindamente.

Gente, a questão não é apedrejar as mães que não amamentam e sim apedrejar os profissionais, jornalistas, revistas que não incentivam a amamentação de forma correta, de que ao invés de fazê-lo desestimulam a continuar, a tentar.

E mães, a maternidade é cheia de culpa porque vocês se permitem se sentir culpada ou te culparem. 
Se for assim, eu tenho que sentir culpa porque amamento minha filha de 1 ano e 5 meses, o que é "ridículo", uma vez que ela já come de tudo.

Beijos


Olha aqui os posts que fiz sobre amamentação:


Tive problemas com amamentação logo no começo e neste post conto como superei e segui em frente: http://www.maternidadecolorida.com.br/2012/08/amamentacao-e-suas-possiveis-duvidas.html



Voltei ao trabalho e conto neste post como continuei firme e forte com o aleitamento:



Quando chegamos perto de 1 ano, senti meu leite diminuir, me desesperei e neste post conto como fiz: http://www.maternidadecolorida.com.br/2013/06/quase-1-ano-e-como-fica-amamentacao.html



Na consulta do pediatra de 1 ano ele veio com o assunto desmame e falei sobre isso aqui:








quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Pronto Socorro Hospital Infantil Sabará e o (quase) erro da medicação

Imagem Pinterest


Oi gente, tudo bem?

Quem me acompanha na fanpage viu que desde sexta feira passada Clara está dodói e que no sábado passei pela odisséia do pronto socorro.
Meu pediatra recomenda três pronto socorros, o do Hospital Santa CatarinaHospital Sabará e o Hospital Edmundo Vasconcelos.

Na realidade, nunca precisei ir muito a pronto socorro com a Clara, tento ao máximo não ir, vou em extrema necessidade.
Fomos ao pronto socorro quando ela tinha 6 - 7 meses e estava mais de 2 dias com febre alta e foi aí que conheci o Santa Catarina e gostei bastante do atendimento.
Na época, não esperei muito, ou melhor, não esperei praticamente nada pra ser atendida, ela fez raio-X, foi medicada, ficou no soro, fez exame de urina e foi tudo super tranquilo. Equipe de enfermagem com jeito pra cuidar de criança, sabem?

Há alguns dias, Clara está com o nariz super tampado, sem apetite e começou com tosse e febre na sexta feira, sendo que teve 4 episódios de febre quando o medicamento passava o efeito, sendo que o último episódio foi alto (39) e ainda sob ação da medicação. Foi aí que corri pro pronto socorro.

Marido e eu fomos direto pro Santa Catarina, mas estava com 3 horas de espera e ele mega desesperado (sim, nesses casos ele fica mais desesperado que eu), pois Clara estava super caidinha e mole nos fez ir pra outro Hospital, foi aí que chegamos pela primeira vez ao Sabará.

Recepção bonita, colorida, cheia de brinquedos, papel, giz de gera, vitrine em movimento com barquinho e etc .... tudo pra distrair as crianças e facilitar (acredito eu) pros pais esperarem as 3 horas e meia de espera.


Hospital Sabará

Hospital Sabará


Quando chegamos, tinha 47 senhas na nossa frente. Ok, até aí tudo bem, né? Nenhuma mãe escolhe seu filho ficar doente e se está doente tem que ir pro pronto socorro e é "teoricamente" normal esperar, temos que ter paciência e não achar que o problema de nosso filho é maior ou mais urgente que o da criança ao lado. 
Pra isso existe o código de Manchester e os hospitais o seguem pra classificar a urgência do atendimentos dos pacientes.


Protocolo de Manchester

Bom, chegamos ao Sabará, Clara estava ardendo em febre, esperamos 20 minutos pra passarmos na sala da triagem.
Nesta sala, a enfermeira mediu a temperatura, mediu a frequência cardíaca e a pesou (sendo que este último não faz no Santa Catarina). 

Nossa! Nem preciso falar o quanto fiquei feliz, né? Ponto positivo pro hospital, afinal, eles tem uma balança pra bebês e crianças até um limite de peso pra pesar e não precisar do chute da mãe em relação ao real peso da Cria.

Afinal, qualquer pessoa que tenha feito faculdade, curso na área da saúde onde tem que prescrever medicamento teve a matéria de farmacologia e sabe que a quantia de remédio é proporcional ao peso do indivíduo, né?

Pois é! Eu me lembro muito bem desta disciplina e a adorava. Vivia com a calculadora no bolso do jaleco quando trabalhava em hospital pra não errar na famosa conta de cabeça, que unido ao cansaço e a falta de amor pela matemática podia ocasionar em erros e eu dar dieta enteral, parenteral ou qualquer suplemento vitamínico a mais ou a menos pra algum paciente.

E foi exatamente isso que quase aconteceu no Sabará sábado. Clara já tinha sido medicada com um medicamento à base de ibuprofeno e como faziam menos de 6 horas da medicação, precisava de outro composto e ela prescreveu um à base de dipirona, até por ser mais doce que a outra opção que eles tem na farmácia de lá e que Clara sempre vomita quando toma.

Por enquanto, tudo tranquilo, minha filha não tem alergia a este tipo de medicamento, quando está com febre muito alta é ele que abaixa, porém, a enfermeira em questão errou a quantia a ministrar e quase ministrou a quantia pra uma criança de 15kg, ou seja, 5ml e a Clara pesa 10.600kg, ou seja, tem que tomar 3ml.

Ela só percebeu na hora em que eu falei:

- Nossa! Mas é muito!

E ela, não sei se sem graça ou percebendo seu erro, devolveu o medicamento da seringa no vidro e perguntou:

- Mãezinha, vamos dar o ibuprofeno que tem menos quantidade então???

Oi????? Como assim???? Se ela mesmo havia me dito há segundos atrás que tínhamos que dar antitérmico pra baixar a febre enquanto aguardaríamos o atendimento, mas NÃO poderia ser o mesmo remédio ministrado horas atrás.

Foi aí que com calma falei que tinha que ser a dipirona mesmo e ela fez a tal conta na mão de dividir o peso da criança por 3 e descobrir quantos mls minha filha deveria ingerir.

Gente, assim, errar é humano, o hospital aquele dia estava um caos de lotado, fiquei 3 horas esperando pra ser atendida, mas existem erros que não podem ser cometidos, principalmente errar a quantia de medicamento a ser ministrada em uma criança.


Bula do Medicamento

Minha sorte é que eu presto muita atenção quando fala em medicar a Clara, pois já sofri por erros médicos e afins, trabalho na área da saúde e tenho certo conhecimento.


Mas gente, o que mais vemos é sonda com água, óleo, medicamento errado. É gente morrendo por descuido dos profissionais que atuam na área da saúde.
Salário baixo, carga horária baixa, estresse não justifica a falta de atenção com a vida do outro, afinal, quando nos formamos fazemos um juramento em zelar e cuidar da vida do próximo.
Como disse acima, errar é humano, porém, existe a necessidade de se prestar atenção no que está fazendo e se não é boa em contas aritméticas, use uma calculadora, peça ajuda ao supervisor.

Espero que isso não aconteça com nenhuma de vocês e peço pra ficarem atentas quando forem medicar os filhos de vocês e até vocês mesmas.
É direto nosso ler a bula, ver o prontuário, conferir a medicação. Não precisamos tomar e aceitar tudo às cegas.

A médica que atendeu a Clara no dia disse que eles são em 12 profissionais, mas como são os melhores, todos correm pra lá, que agora eles atendem até pacientes que moram em Sorocaba, Atibaia e outras cidades da redondeza.
Disse ainda que a maioria que reclama da demora do atendimento e estão descontentes deveriam procurar outro pronto socorro.
Tudo isso sem eu ter reclamado de nada ou ter falado absolutamente nada, mas sim, tinha várias pessoas dando show na recepção por causa da espera que já fica anunciada bem grande na própria recepção onde fazemos a ficha, ou seja, todo mundo que chega lá sabe do tempo da demora.

Tirando que bem na nossa consulta o sistema caiu e mais uma vez a médica reclamou do computador, que lá tudo é informatizado, que não tinha papel pra fazer minha receita e blá, blá, blá, Marido e eu gostamos da pediatra, pois com a Clara ela foi super tranquila, delicada e prática.

Enfim, por enquanto passou, Clara continua meio dodói, já falei com o pediatra dela e está tudo certo.
Espero não depender de pronto socorro tão cedo, ou melhor, nunca depender rs.
Saúde pros Pequenos, né?

Beijos



sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Câncer de mama X Amamentação: Venci o câncer e hoje amamento meu segundo filho {Outubro Rosa}



Oi gente, tudo bem?

Outubro, mês de ações pra combater o Câncer de Mama. O chamamos de Outubro Rosa e muitas, muitas mulheres se empenham em ajudar a divulgar exames de auto exame e tudo o que engloba o câncer de mama.

Pra quem não sabe, minha avó materna, aquela que me criou depois que minha mãe faleceu teve câncer de mama, tirou uma mama inteira, fez quimio, radio e depois de 2 anos achando que tinha sido curada, veio a notícia da metástase e em seguida seu óbito.

Enfim, câncer pra mim é bem doloroso, pois perdi minha mãe por causa desta doença também, ela com 24 anos e eu com 4 anos de idade (falei sobre isso aqui).

Ontem, passeando pelo facebook, vi uma postagem de uma amiga que estudou comigo no colégio sobre sua luta contra o câncer e sua contribuição com o Outubro Rosa. 
Fiquei emocionada, chorei e pedi autorização pra trazer seu depoimento aqui, pra todo mundo poder ter acesso.

A história dela é linda, ela venceu a doença, engravidou quase que no fim do tratamento, passou bem por toda a gravidez e realizou seu segundo sonho: poder amamentar seu segundo filho.

Gente, pra mim ela é exemplo de mulher, de mãe que não deixou a peteca cair, não desanimou, que colocou seu filho pra mamar mesmo sem leite na mama e lá, com fé e determinação conseguiu amamentá-lo.

Pra vocês, o depoimento da Adriana, uma Mulher com "M" maiúsculo de Mãe.


Outubro Rosa – Na luta contra o Câncer de Mama
Eu venci e você também pode vencer!
Apenas 1 ano e meio atrás, fui diagnosticada com Câncer de Mama. Graças à detecção precoce, uma vez que eu realizava os exames periodicamente, descobrimos a doença cedo e não precisei tirar toda a mama!
Pela característica do tumor, mesmo a cirurgia tendo sido um sucesso, foi necessário fazer uma quimioterapia forte e eu corria o risco de ficar infértil e não mais poder ter o meu segundo filho, que era um sonho meu e do meu marido.
Mas sempre acreditei que esse sonho seria realizado. Pela minha situação naquele momento, esse sonho seria postergado por pelo menos 2 anos para controle da doença. Além de acreditar que eu ainda teria o meu bebê, disse uma vez ao meu cirurgião plástico e também ao meu mastologista que eu ainda amamentaria nessa mama!
Minha última sessão de radioterapia foi no dia 21/12/2012, última sexta-feira antes do Natal! Tive a oportunidade de passar o Natal e o Ano Novo livre! Mas essa não foi a minha melhor resposta de que valeu a pena lutar!
Em março desse ano, 1 ano depois da quadrantectomia, em um ultrassom de rotina, descobri que eu estava grávida! Grávida já de 3 meses! Enfim, o nosso sonho, mesmo que um pouco adiantado, começava a ser realizado! Depois de um 2012 de muitas lutas (não, não foi fácil não), 2013 chegou para me provar que, apesar das pedras no caminho, vale a pena enfrentar uma a uma e que somos sim capazes de vencê-las!
Em 21/09/2013, o Luiz Eduardo nasceu! Nasceu saudável e faminto! Agora vinha a outra parte do meu sonho: conseguir amamentar o meu pequeno com a mama da cirurgia! Por dias, tive leite apenas na mama esquerda (que estão sendo totalmente suficientes para o crescimento dele!), mas continuava insistindo em oferecer a mama direita, assim como indicou o meu mastologista/obstetra querido e as enfermeiras da maternidade. Não sabíamos ao certo se seria possível ou não. Cirurgicamente sim, mas a radioterapia poderia ter afetado os ductos mamários. Não desisti, mas também não me permiti ficar triste ou me cobrar qualquer coisa, afinal, o meu bebê estava ali comigo e isso superava qualquer falta que eu pudesse ter!
Cinco dias depois: senti a primeira descida do leite! Não é aquela abundância de leite, mas o suficiente para realizar mais um sonho de amamentar o meu bebê com a mama quadrantectomizada! Não sei até quando esse leite vai durar, continuarei a estimular para durar o máximo possível, mas que seja “eterno enquanto dure”, sem traumas, frustrações ou cobranças!
Essa imagem é o significado da minha vitória. Não só minha, mas de cada um que participou de toda a minha história (meus filhos, meu marido, meu pai, minha mãe e minha sogra - como anjinhos no céu, minha família toda e meus amigos). Mais uma vez obrigada a todos pela torcida e pela ajuda! Nessa foto está a minha cicatriz da luta que nunca terei vergonha de mostrar e junto o símbolo maior de que tudo valeu a pena: amamentar o meu pequeno Luiz Eduardo!
Viver vale a pena! Viva!!!





Dri, obrigada por compartilhar sua história e por me permitir colocá-la aqui no blog.
Te admiro muito por tudo.

Beijos

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Amamentação, alimentação saudável e a incoerência de alguns profissionais e empresas



Oi gente, tudo bem?

Quem me acompanha sabe o quanto eu sou à favor da amamentação e alimentação saudável. Algumas pessoas me chama de "xiita", outras que sou doida/louca e ainda exagerada.
Sim, pessoas de dentro e fora da minha família falam isso e eu não me importo, pois sei o que quero pra mim e pra minha filha.

Durante algum tempo, tentei ficar mais quieta do que falar sobre alguns pontos por querer fazer o papel "amiga de toda vizinhança", mas ontem eu não me aguentei e quase explodi.

Eu não aponto o dedo pra nenhuma mãe se ela está errada ou certa, pois eu não sou soberana e nem a rainha da razão. Aceito, RESPEITO todas as minhas amigas/mães e suas escolhas pra seus filhos, afinal, cada uma de nós sabe onde o calo aperta, né?

Eu também não sou aquela de ficar pregando, falando e tentando fazer lavagem cerebral nas pessoas. Simplesmente respondo as perguntas feitas pra mim com minha opinião e muitas vezes ela é contrário ao que faz a pessoa que me pergunta e é nesta hora que sou classificada como neurótica, chata entre outros adjetivos fofos rs.

Já teve momentos de amigas darem guloseimas e outras coisas pra seus filhos e olharem pra mim com carinha de "aí, é só hoje" e eu dar risada e falar: Relaxa! Fica à vontade pra fazer o que você acha legal e bacana.

Mas vocês sabem o que me incomoda e MUITO?
Não são as mães amigas que muitas vezes não sabem tudo o que deveriam saber sobre aquele "inocente" brigadeiro ou "prática" papinha. Quem me incomoda são os profissionais da área de saúde e suas orientações, somadas a alguns patrocínios de empresas.

Ontem, tive o desprazer de ouvir uma Pediatra falar que amamentação acima de 1 ano não é necessária e que é só carinho.
É uma forma da mãe não se desvincular de seu filho.

Oi?

Neste mesmo evento, uma amiga e blogueira, a Bárbara do Uma mãe das Arábias, teve a coragem de pegar o microfone, contar seu relato sobre a amamentação de seu primeiro filho e como está sendo a de sua segunda filha e emendou com a pergunta de até quando ela recomeda a amamentação.

A pediatra em questão falou que a amamentação deve ser exclusiva até os 6 meses, mas que depois de 1 ano é desnecessário, pois o leite não tem mais os nutrientes necessários pras crianças. Complementou que o governo brasileiro incentiva o aleitamento materno porque eles não distribuem leite pras famílias.

E em momentos antes, falou que apenas no Brasil, é incentivado e apoiado o Aleitamento Materno exclusivo até os 6 meses, que na Europa eles começam a introduzir alimentos com 4 - 5 meses e ainda parabenizou uma convidada do evento que ela tinha feito o certo em introduzir a alimentação de seu bebê antes dos 6 meses.

Na boa, se é pra copiar os gringos, então que copiemos as coisas boas e não as que há anos estamos lutando pra conscientizar a população brasileira.

Na hora do "debate", ou melhor, pergunta e resposta a Bárbara perguntou porque ela não incentiva o aleitamento após 1 ano, sendo que a OMS indica.
E a Dra. mais uma vez relutou e disse que não, que a OMS não indica isso.
Foi nessa hora, apenas nesta hora que eu falei que além da OMS a SBP também indica aleitamento materno até 2 anos ou mais, mas falei pra quem estava ao meu lado ouvir, não me levantei pra falar ao lado da Bárbara o que eu sabia, o que eu defendo e isso me fez mau.
Saí de lá com a sensação de algo me corroendo por dentro.

Aqui está o Manual inteiro, à disposição pra quem quiser ler.


Esta é uma das partes onde está escrito no Manual de 2012 sobre a amamentação prolongada, inclusive, ela faz parte dos 10 passos pra uma alimentaçãso saudável.

Ontem fiquei revoltada e triste por alguns motivos: o assunto era ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL e foi patrocinado pela Nestle, tinha papinhas espalhadas por todo saguão, inclusive, papinhas, mucilon e mucilon pronto pra beber foi dado de brinde.
Vamos lá: papinha industrializada de qualquer marca não é saudável.
Qualquer alimento pronto que fica na gôndola sem refrigeração tem aditivo ou conservante, senão estragaria e isto é um ponto.
Essas papinhas são ricas em um monte de coisas desnecessárias e que SIM fazem mau pras crianças e bebês.

Querem praticidade? Comprem papinhas caseiras, ou melhor, tirem um dia da semana pra cozinhar, congele e descongele no dia pra oferecer pras crianças.
Dá trabalho? Sim, dá e eu sei disso!
Eu sou mãe, trabalho fora, tenho a casa pra cuida e sei o tempo que cozinhar toma da gente, mas faz parte, né?

Mucilon em pó e mucilon pronto pra beber são ricos em açúcar e hoje, obesidade é um problema sério na infância.
Então, como pode um evento falar sobre alimentação saudável e dar este tipo de brinde?
Como pode uma pediatra ser convidade pra falar sobre alimentação saudável e me falar que amamentação após 1 ano é apenas carinho?

Outro ponto que me deixou chateada é que eles sempre chamam pediatras pra falar sobre alimentação e esquecem dos profissionais que estudam pra cuidar, tratar, ensinar sobre alimentação, os Nutricionistas.

Enfim, estamos longe de eventos perfeitos, mundo perfeito, onde não são só as grandes empresas que  mandam.
Onde saúde, cuidado com o próximo seja superior a algum tipo de patrocínio.

Eu passei por 5 pediatras e nenhum deles me incentivaram a amamentar, em continuar com a amamentação depois que eu voltasse ao trabalho. Ganhei latas de leite dos pediatras, mas o mais absurdo na minha opinião, foi a orientação de alta da maternidade dada pela pediatra de plantão:

- Se em 2 trocas seguidas a fralda estiver seca, a bebê está desidratada, ou seja, seu leite não está dando conta, aí você dá mamadeira com NAN.

Sim gente, essa foi minha orientação de alta de uma maternidade conceituada de São Paulo.

Ah! Antes de terminar quero deixar claro que não estou falando mau de nenhum blogueira, amiga/mãe blogueira e que meu descontentamento é único exclusivo com pediatras e profissionais que falam sem estudar, pensar ou qualquer outra palavra que justifique falar algo errado.
Não estou "crucificando" quem não amamenta por qualquer motivo e sim a falta de motivção dada pelos profissionais e formadores de opinião.
E não, não estou em cima do muro.


Aqui em casa a amamentação é prolongada, quando estamos juntas é em livre demanda e até hoje Clara nunca tomou outro leite ou fórumla, pois não precisou.
Ela não troca peito por refeição e sim, nós duas amamos nossos momentos.
Ah! Ela ainda acorda de madrugada pra mamar.


Beijos

Olha aqui os posts que fiz sobre amamentação:

Tive problemas com amamentação logo no começo e neste post conto como superei e segui em frente: http://www.maternidadecolorida.com.br/2012/08/amamentacao-e-suas-possiveis-duvidas.html

Voltei ao trabalho e conto neste post como continuei firme e forte com o aleitamento:
http://www.maternidadecolorida.com.br/2013/01/volta-ao-trabalho-x-amamentacao.html

Quando chegamos perto de 1 ano, senti meu leite diminuir, me desesperei e neste post conto como fiz: http://www.maternidadecolorida.com.br/2013/06/quase-1-ano-e-como-fica-amamentacao.html

Na consulta do pediatra de 1 ano ele veio com o assunto desmame e falei sobre isso aqui:
http://www.maternidadecolorida.com.br/2013/07/desmame-pediatra-quer-mae-nao-quer-e.html







sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Violência Urbana bateu na minha porta e o medo toma conta de mim



Oi gente, tudo bem?

Ultimamente o que mais vemos nos jornais e telejornais são notícias de violência, daquelas de arrepiar a espinha e rezar pra não acontecer com a gente ou com quem amamos.

A recomendação e orientação que mais recebemos é sempre em não reagir e entregar tudo pros bandidos, pra assim evitar um final pior.

Até aí, tudo bem. eu sempre fui aquela pessoa que dei mil conselhos pros meus irmãos mais novos sobre NUNCA reagir ao assalto e entregar tudo o que for pedido, independente do valor do bem material, pois a vida não tem preço.

Sim, na teoria, sempre fui assim e sempre foi fácil falar, já havia sido assaltada no trânsito, perdido relógio e celular, mas estava sozinha ou acompanhada de amigas nas ocasiões passadas.

Ontem pra meu desespero, eu estava com a Clara já na cadeirinha dentro do carro e aconteceu o que eu sempre temi: 2 pivetes no meu vidro com uma arma.

Eu moro em uma rua super movimentada, onde passa gente a pé o dia inteiro e carro também. Na frente da minha casa tem uma multinacional que entra e saí caminhão o tempo todo. Inclusive na frente do meu portão é a guarita do Laboratório e isso sempre "tranquilizou" meu Marido e a família dele, que moraram em nossa casa por mais de 30 anos e nunca aconteceu nada.

Quando nos mudamos, a primeira coisa que falei, ressaltei e falei milhões de vezes era que meu carro não caberia na garagem, que eu sempre iria sair sozinha com a Clara e as trocentas coisas que se leva pro berçário e as minhas e que no fim do dia, já noite, meu Marido teria que me esperar no portão.

Quem é mãe sabe o tempo que se perde pra colocar e tirar os bebês do bebê conforto ou cadeirinha e neste momento sempre tive medo de algo acontecer.
Enquanto Clara usava o bebê conforto, eu já a colocava dentro de casa e era só adaptar no suporte já fixado no carro, ou seja, era mais rápido do que agora com a cadeirinha.

Toda vez que eu falava do medo do meu carro dormir na rua e eu ir e vir toda hora com a Clara e na maioria das vezes sozinha eu escutava: eu cresci aqui, nunca nada aconteceu, aqui é seguro, tem o Laboratório na frente, eu sou daqui, os "manos" não vão mexer com a gente.
Escutei isso do Marido, da sogra, da cunhada de todo mundo e tive que ficar quieta, pois naquela ocasião não tinha grana pra trocar o portão.

Mas ontem, às 7 horas, não adiantou eu morar na frente da guarita do laboratório, minha casa ser numa rua movimentada, estar passando gente na rua, meu Marido ter crescido ali. Nada impediu de 2 pivetes encostarem no meu carro, me apontarem uma arma e tentarem me assaltar.

Meu ritual toda manhã pra entrar no carro é o seguinte:

Coloco Clara na cadeirinha que fica no lado direito do carro, abro a porta do lado do motorista, vou até a porta de casa, pego as bolsas, coloco no carro, entro e já travo as portas, antes mesmo de dar partida e colocar cinto de segurança e foi exatamente o costume de eu travar a porta que me protegeu ontem.

Ontem, assim que eu sentei no carro e estava colocando a chave na iguinição do carro, o primeiro pivete tentou abrir minha porta e quando ele viu que estava travada, o outro apareceu, ergueu o moletom e mostrou a arma batendo no meu vidro.

Foram segundos, onde tudo ficou branco e só o rosto dos dois moleques e a arma era o que eu enxergava.
Eu cheguei a colocar a mão na trava pra abrir o carro, mas pensei:

E se eles fogem de carro e levam minha filha?

Foi nesta hora que dei partida, o carro morreu, dei partida, nem olhei pro lado e arranquei com o carro.
Neste momento, eles me xingaram de FDP e saíram correndo.

Ainda na minha rua, eu chorava e tremia desesperadamente, liguei pro meu Marido e aos berros de pânico falei o que tinha acontecido.
Não enxergava nenhum carro do meu lado e já estava em plena Marginal Tietê às 7:10, no maior trânsito.
Enquanto isso, Clara estava na cadeirinha, comendo suas uvas, cantando e conversando comigo de uma forma mais alegre, com uma carinha que tentava me transmitir paz e eu tentava me acalmar pra ela não perceber que algo estava errado.

Tudo deve ter levado menos de 5 minutos, mas fez um estrago enorme em mim.
Sim, estou em pânico e por mais que todo mundo me fale, tente me acalmar, eu sei o que estou sentindo.
Me pego chorando do nada ao longo do dia, a cena não saí da minha cabeça, toda vez que entro no carro agora fico gelada e começo a tremer com medo.

Não voltei pra casa, dormi na minha mãe com a Clara e confesso que estou morrendo de medo de voltar pra lá e ter que sair sozinha com minha filha pela manhã.

Não acho que tenha sido algo marcado, pois meu carro não chama tanto atenção e esta semana eu saí totalmente fora dos meus horários habituais.
Acredito que tenha sido 2 nóias mesmo que não estão nem aí com a vida alheia

Ontem mesmo no fim do dia, Marido foi com uma empresa pra ver o portão e hoje já começaram a instalar um portão maior e ele será elétrico.

Só tenho a agradecer à Deus e toda energia positiva que me acompanha pela proteção ontem e de todos os dias de minha vida, agradecer às mensagens de carinho e conforto que recebi de vocês, dos meus amigos e familiares e por mais que eu tenha reagido, tentem não reagir.

Que Deus nos proteja sempre e que nossas famílias estejam sempre guardadas ao lado do bem e que possamos um dia voltar a ter paz, harmonia, tranquilidade e o direito de ir e vir sem medo e pânico.

E assim, com meu bem maior, meu grande amor eu acabei meu dia de ontem. Graças à Deus nada de grave aconteceu 



Beijos





quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Hoje eu só quero agradecer vocês, minhas seguidoras ♡



Oi gente, tudo bem?
Ontem estava toda cansada, desanimada, prestes a dormir quando fui dar a última olhada no celular e vi que tinha uma notificação de comentário na fanpage e claro,  corri pra ver e me animou a ponto de chorar de emoção.
As coisas por aqui não são fáceis,  assim como na casa de vocês. 

Mato um leão por dia, corro atrás de coisas pra postar aqui, pra experimentar na cozinha,  estudo, me atualizo como Nutricionista, dou minhas consultorias, cuido da casa, cuido da Clara, brinco com ela e quando estamos juntas me dedico a ela.

Definitivamente não paro o dia inteiro e ultimamente ando muito, mas muito cansada, até falei sobre isso com duas amigas queridas, que muito amo e elas falaram que o que mais gostam e adimiram em mim é essa capacidade de ir atrás de tudo e não parar rs.

Tem dias que só tenho vontade de chorar porque é tanto cansaço de correr atrás das coisas, aí vem um puxão de tapete daqui, uma desilusão dali, uma dificuldade maior acolá e o desânimo não vai embora, ou melhor, ele se esconde quando vejo o sorriso da minha filha, quando recebo um email carinhoso de vocês,  quando percebo que não é em vão o que falo, escrevo por aqui e que no fim eu ajudo, nos ajudamos.

Fico muito feliz com cada comentário, respeito todos, mesmo os contrários a minha opinião.
Tenho as leitoras que sempre estão presentes e acompanho a evolução das Crias.
Sofro, aprendo, sorrio e me divirto junto com vocês.

Hoje o post é pra agradecer a cada uma de vocês que aqui estão, que me seguem pelas redes sociais da Maternidades Colorida e que me fazem mais feliz.
Obrigada pelo comentário: "você é uma fofa" de ontem.
Você que é uma fofa querida que ajudou meu dia acabar mais lindo.
Prometo sempre fazer meu melhor pra vocês.
Beijos no ♥

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Momento Diva e o Marido nem percebeu!

Oi gente, tudo bem?

Essa semana acordei com vontade de mudar, na realidade faz tempos que estou querendo mudar um pouco meu visual, mas estava com medo.

Segunda feira a noite perguntei pro Marido o que ele achava de eu cortar o cabelo e ele logo virou  e disse pra eu não cortar, pois ia chegar em casa infeliz e ia dar mais trabalho.

Não feliz, perguntei - e se eu fizer luzes de novo? E ele mais uma vez virou e disse que eu estava bem assim.

Mas nada feliz eu fui dormir com alguns cortes na cabeça e amanheci em plena terça feira com a ideia fixa de sim, sair de casa e ir cortar o cabelo, mas precisava de um empurrão, sabem?

Foi aí que a minha amada amiga Rose, do Vida de Maejestade me encorajou e ainda por cima me mandou uma foto com um corte bacana pra servir de inspiração.

A inspiração da franja :))


E lá fui eu, levei a Clara no berçário e corri pro cabeleireiro decidida a cortar franja e a repicar todo o cabelo.

Saí do salão me sentindo a mulher mais feliz, mais linda do mundo porque sim, eu achei que tinha ficado super bacana o resultado.

Resultado final!

Agora só estou em dúvida e volto a ser loira ou não.
Meu cabeleireiro quer fazer luzes, mas quando Clara nasceu falaram pra eu ficar morena e parecer mais com ela e por conta da gravidez e amamentação, parei de retocar minhas luzes e fiquei assim, com os cabelos naturais.

Todos os cabelos da mãe aqui :))

Agora me ajudem:

Volto a ser loira ou não?????

Pra completar minha sensação Diva de ser, no meio da tarde tive uma reunião super produtiva, o que me deixou mais feliz ainda e não via a hora de chegar em casa e mostrar pro Marido.

Fuén, fuén, fuén ..... sim, foi isso que aconteceu comigo quando cheguei em casa.
Sabe quando você compra uma flor e ao longo do dia ela murcha?
Pois é, eu murchei total porque simplesmente meu Marido não percebeu que eu tinha cortado o cabelo.

Tempestade em copo d'agua? Não, não é e não foi, porque eu não cortei 1 dedo do cabelo de forma que ele continuasse igual, eu cortei franja, comprimento e repiquei todo o cabelo.
Meu irmão, o mais desligado da face da terra percebeu, o porteiro da escola da Clara percebeu, meu pai percebeu e meu Marido não.

Fiquei arrasada e fui dormir quieta enquanto ele ficou na sala vendo televisão.
Ontem, em um momento desabafo com amigas pelo whatsapp, eu chorei ao contar que meu Marido ainda não tinha percebido que eu tinha cortado o cabelo e elas super fofas me acalmaram,

Quando ele veio deitar, eu estava de cabelo lavado e secado, ele começou a fazer gracinhas porque percebeu que eu estava emburrada (eu odeio ficar emburrada, mas estava MUITO triste e magoada) e eu virei com toda delicadeza de um elefante a esbravejei:

- Você não me dá atenção, gosta só da sua cachorra e desta merda de televisão a ponto de nem ter percebido que eu cortei o cabelo.

Ele riu e falou:

- Mas aposto que você cortou só um dedinho.

E eu virei mais brava ainda e continuei:

- Eu cortei um palmo do comprimento e fiz franja, até meu irmão percebeu.

Ele murchou na hora, ficou todo sem graça e pela primeira vez ele me viu chorar magoada. Ficou com cara de que se sentiu ser o pior marido do mundo.

E querem saber?
Pra mim ontem ele foi mesmo e ele tinha que se sentir assim, pois cansei de deixar passar as coisas que me magoam.
O fato é que porque esses homens são assim tão desligados?
A maioria deles reclamam que depois dos filhos, nós mulheres mudamos, não nos cuidamos mais ou não damos atenção à eles e de repente quando mudamos o visual eles nem reparam?

O bacana é que depois de tudo isso vieram as pazes em alto estilo e o elogio de que meu cabelo ficou lindo MAS podia ter continuado comprido hahahahahahahaha

E vocês?
Como são em relação as mudanças?
E quando os Maridos pisam na bola, fazem o que?

Beijos





quarta-feira, 19 de junho de 2013

Porque mudar é preciso!

Oi gente, tudo bem?

Ando meio sumida daqui, mas juro que não é por desleixo, falta de assunto ou relaxo e sim porque minha vida está um perfeito caos.

No feriado passado, Marido e eu, depois de muito conversar, decidimos mudar de casa por diversos motivos e foi aí que tudo começou a sair pra entrar nos eixos.
Oi?
Sair pra entrar nos eixos?
Sim, é isso mesmo e com todas essas alterações em nossa rotina, não consegui parar, sentar e me dedicar ao blog.
Não gosto de escrever por obrigação e qualquer coisa.
Escrevo aqui minhas verdades, coisas que realmente vivencio, gosto. Escrevo sobre minha Maternidade, que pode ser a sua, a nossa em alguns detalhes e em outros não, mas que é feito sempre com o coração em primeiro lugar.

01

Semana passada saí do meu trabalho. Sim, me libertei de trabalhar de segunda à sábado por enquanto e agora trabalho pra mim mesma e espero acredito que vai dar tudo certo, iniciamos a pequena e rápida obra na casa em que vamos morar e comecei a encaixotar as coisas pra mudança que seria na sexta feira passada, mas por intercorrências e imprevistos, o caminhão da transportadora só veio na segunda.

Eu e mamys tentamos arrumar algumas coisas já na casa nova, mas ainda falta muita coisa, quase tudo pra falar a verdade.
Não consegui terminar a decoração do quarto da Clara, seu berço e cama da babá estão desmontados, roupas e brinquedos dentro das caixas.

Saímos de uma casa maior pra uma casa menor e estou ainda martelando minha cabeça em onde guardar todas as coisas que temos, mesmo tendo doado uma grande parte delas.

Pra vocês terem uma ideia, desde sábado, durmo com a Clara na casa da minha mãe e estou "longe" do Marido, o que confesso que está dando aquela saudade gostosa dele amolecer a voz do outro lado do telefone e eu cair no dengo por aqui.

Não vejo a hora de tudo estar em seu devido lugar, quarto da Clara pronto, casa organizada e tudo voltar ao normal, ou dentro da minha normalidade.

É muita mudança pra uma pessoa só, até eu preciso de um tempo pra assimilar tudo o que está acontecendo por aqui.
Clara com seus 11 meses, no auge de sua gostosura, sapeca, já ficando equilibrada em pé sozinha e prestes a dar seus primeiros passinhos, está falando mais que o homem da cobra e já faz o número 1 com seu dedinho.
Casa nova, vida profissional nova, vida nova, enfim, é hora de recomeçar e vamos que vamos que atrás vem gente, né???
Bora pensar positivo e acreditar sempre.

02

O blog continua super ativo, estou com algumas novidades por vir, mas quero fazer tudo sempre com muito carinho pra vocês.

Beijos

Imagens: 0102

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Maternidade cansa?

Oi gente, tudo bem?

Ontem, no almoço de domingo do Dia das Mães, estávamos nós, as mulheres da família, algumas mães, outras não conversando e entre uma conversa e outra, me deparei com uma frase que soltei no meio da conversa:

- Não é a Maternidade, ser Mãe, que cansa e sim todo o resto que temos que fazer sozinha!

E fiquei com isso na cabeça.

01

Parei e pensei no exemplo e queixa clássica: SONO!

Ficar sem dormir cansa?

Claro que cansa! Mas cansa mais porque quando o bebê dorme, nós temos que cozinhar, lavar, limpar, arrumar a casa e não conseguimos dormir enquanto eles dormem.
Precisamos achar um tempo pra ficar com o Marido, porque senão vem toda a cobrança. Se tem outros filhos em questão, precisamos dar atenção, ver a lição, notas da escola e assim por diante.

Mas vem cá, porque os homens tem o "direito" de descansarem aos domingos à tarde e nós precisamos sempre fazer alguma coisa?
Porque os homens podem chegar em casa depois de trabalhar o dia inteiro, sentar no sofá, tomar café, ver televisão, se desligar dos problemas e descansar e nós precisamos colocar o umbigo no fogão, dar banho, dar jantar pros filhos?

Será que o que cansa é ser mãe ou é ser mulher? Ou na realidade é a junção dos dois: ser mãe  e mulher?

Vejo uma dúzia de amigas dizer que os Maridos são super parceiros, ajudam, fazem e acontece. Mas a grande maioria não é assim que acontece. Assim como a grande maioria tem no máximo uma faxineira uma vez por semana.

O Marido aqui, confesso que me ajudava muito mais quando eu estava grávida. Como eu trabalho de segunda à sábado e na gravidez dava plantão de domingo, ele fazia a faxina de casa todo sábado. Sim! Eu chegava em casa e tudo estava limpo.
Tudo bem que dentro do box ele esquecia o rodo, na cozinha ficava a caixa do aspirador, no móvel da TV do quarto ficava um ou outro produto de limpeza com o pano, mas a casa estava limpinha. Ah! Ele só não lavava a louça, pois ODEIA com todas as forças lavar louça. Mas até aí, tudo bem, né? Oque é uma louça perto de uma casa inteira?

Clara nasceu, fiquei em casa quase 6 meses e a ajuda foi-se neste período. Algumas vezes eu ouvi bem baixinho que eu ficava em casa o dia inteiro, ou que a casa estava bagunçada porque eu tinha ficado na rua o dia inteiro.
E eu não engolia seco não, eu dizia que ele não tinha noção de quanto tempo e atenção a Clara tomava.
Pra quem não sabe, Clara mamava a cada 1 hora até fazer 4 meses e agora é a cada 2 horas, 3hs estourando, mas em episódio isolados e ela é grude total comigo, onde eu vou ela vai engatinhando atrás, não gosta de ficar sozinha e etc.

... Voltando ...

Comecei a trabalhar e ainda trabalho aos sábados e ele passa o dia inteiro com ela e só depois disso ele percebeu o "trabalho" que dá e que realmente não tem como fazer muitas coisas com ela. Ele inclusive dorme junto com ela, isso mesmo, sabe aquele tempo que era pra gente dormir e descansar e não fazemos porque vamos cuidar do resto? Pois é, ele aproveita e dorme junto com ela.
Quando chego, às 20hs, ela está eufórica pra ficar comigo, quer mamar, gruda no peito e lá ficamos e ele se "despede" da função e vai descansar no sofá.

Teve um dia que meio que surtei e falei:

- Sabe qual a nossa grande diferença?
Você trabalha feito um FDP (sim, eu falei assim mesmo pq precisava extravazar e sim, eu falo palavrão, o que agora vou mudar porque não quero dar esse exemplo pra Clara), mas chega do serviço, senta, toma café e descansa. Vê televisão, demora o tempo que precisar no banheiro, dorme a noite inteira que nem escuta o choro da Clara e eu?
E eu não! 

E ele ficou com os olhos arregalados e disse:

- Mas eu te ajudo!

Enfim, ajudar ele até ajuda, mas tudo tenho que delegar. E o faço, pois se eu não falar, ele não vai fazer e eu vou ficar brava, a gente vai brigar e a confusão está pronta!
Quando estou muiiiiiiiiiiiiiiito cansada e aproveito pra dormir com a Clara das 19hs às 21:30 já aviso o que ele tem que preparar pro jantar, que normalmente é o arroz e omelete (o dele é demais de bom). As coisas da cachorra (dar banho, dar comida, limpar a cocozada toda, passear) é de responsabilidade dele.

Com tudo isso, cheguei a conclusão de que às vezes temos "dó", "pena" dos Maridos e pensamos:

- Tadinho! Eles trabalharam o dia inteiro e ainda vai fazer o arroz? ou
- Ele trabalha 12hs/dia e ainda vai fazer o omelete? ou
- Eu dou conta

Não! A gente não dá conta e não temos que ser uma máquina, não somos uma máquina (falei sobre isso aqui). Somos mulheres, mães, seres humanos que precisamos sim descansar.

02

Precisamos ter força de vontade e amamentar nossos bebês o máximo de tempo possível (desde que tenha leite e diversos fatores), até os 2 anos como recomenda a OMS e não usarmos a amamentação como culpa pro cansaço, por não dormir.
Precisamos ter paciência pra brincar, dar carinho, colo, ninar, tomar banho junto.

Quem precisa da gente são nossos bebês e os Maridos e as pessoas ao redor precisam entender isso.

Vejo tanta gente querendo filho e quando nasce partem pras teorias absurdas (ao meu ver) de fazer o bebê dormir a noite inteira, dão trocentos brinquedos tecnológicos ou deixam os bebês hipnotizados na frente da TV pra ter "sossego", dão a famosa mamadeira com leite artificial às 23hs pro bebê dormir a noite inteira e depois dão remédio pra passar a cólica. A última que vi, foi uma mãe que deu cerveja pro bebê dormir a noite inteira. SIM! Cerveja.
Desculpem-me, não sou a melhor mãe, não participo de nenhuma competição pra isso, não quero ser eleita a melhor mãe. Sou mãe e dou o melhor de mim pra minha filha, mas não consigo me calar ao ver algumas coisas que no meu ver é absurdo.
Você dar uma bebida alcoólica pra um bebê dormir é demais da conta na minha opinião.

Meio que "cansei" de ouvir gente falando que está de saco cheio dos filhos serem super apegados, de amamentar, de fazer comida caseira, de estar cansada, de isso, de aquilo enquanto no fundo o problema não é o filho, não é ser mãe e sim a falta de "auto-organização" ou colaboração do próximo (Marido, companheiro, namorado, noivo: pai da criança biológica ou de criação).

O filho não é só da mulher, é do casal e ambos precisam se organizar com tudo.

Por adolescentes e adultos melhores amanhã, por seres humanos com valores, conscientes, precisamos hoje cuidarmos de nossos bebês.
Estudos mostram como a fase de bebê é importante no desenvolvimento, como o colo, carinho, afeto, vínculo, conversar e interagir com os bebês são fundamentais pra criação do indivíduo.

03


Como funciona por aí???
Beijos


Imagens retiradas daqui: 01, 0203







sábado, 11 de maio de 2013

Pras estrelas (mães) que estão lá no céu.

Oi gente, tudo bem?

Só quem sabe a dor de perder uma mãe, é quem já teve a infeliz e triste experiência. 
Eu tive, aos 04 anos e sim, me lembro dela perfeitamente.
Lembro-me que no dia em que a levaram pro hospital eu entrei debaixo da mesa e disse:

- Você é ladrona de mãe, vai me roubar a minha que nunca mais vai voltar.

Pois é, ela não voltou mais pra mim!
Anos depois achei um diário em que ela escreveu seus últimos dias e lá, em seu diário tinha doces palavras pra mim e o quanto ela sempre me amou.
Ela, com seus 24 anos foi-se pro lado de Deus e eu fiquei com minha  Avó e Tia materna.
Fui sempre muito bem criada, mais do que amada e dentro de todas as possibilidades financeiras, sempre tive tudo.

Anos depois, eu já com meus 23 anos,  foi a hora de me despedir da minha segunda mãe, minha Avó.
Lembro que entrava na UTI, ela entubada, eu chorava pedia pra ela ser forte e não me abandonar, que ela não podia ir embora e me deixar aqui. Até que um dia, parei de ser egoísta e disse pra ela que ela podia ir, que eu ficaria bem, sempre com saudades, mas que iria dar muito orgulho pra ela. E no dia seguinte, ela se foi.

Falta? Saudades? 
Sim, sinto diariamente.
Me paro sempre pensando em como seria minha vida se nada disso tivesse acontecido, fico imaginando como elas seriam com a Clara como avó e bisavó.

Mas a vida segue, né? E tenho a plena certeza de que elas estão bem lá em cima, sempre me abençoando e que na hora que Deus quiser, iremos todas nos reencontrar. (Mas Deus, muito lááááááááá na frente, tá? Quero vida longa com saúde e curtir meus bisnetos ao máximo)

Hoje, tenho minha terceira mãe, linda ao meu lado!
Uma mãe linda que sempre se desdobrou pra me educar, me proporcionar conforto. Aquela que com 21 anos precisou superar a perda da irmã, acalmar a mãe que tinha perdido sua querida filha e ainda ter forças pra criar uma menina de 4 anos que tinha acabo de ouvir que sua mãe tinha ido morar com o Papai do Céu.

Obrigada, Deus! Obrigada por nunca me deixar desamparada, por ter me dado a sorte de ter três lindas referências de mãe, mulheres, garra.
Obrigada por me fazer mãe!



Eu e minha mãe, nesta foto devia ter uns 6 meses

Graças à Deus tenho uma foto dela me amamentando! 

Mãe, Avó e eu nos meus primeiros dias. Sim, nasci gigaaaaante rs

Meu aniversário de 3 anos, o último todo feito por ela!

Minha avó e eu em meu aniversário de 3 anos.

Minha mãe Stella, a mais linda, mais amiga! A avó mais fofa, carinhosa .  Meu grande amor, obrigada por tudo!




Para Sempre 


Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,

luz que não apaga

quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.

Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.




Carlos Drummond de Andrade

Feliz dia das mães pra todas as mães!
Beijos

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