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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Coalhada caseira: Receita e benefícios

Imagem Pinterest


Uma das coisas que gosto bastante de utilizar aqui em casa e nos cardápios que faço é a coalhada, pois é um alimento de alto valor nutritivo com grande biodisponibilidade de vitaminas do complexo B no intestino humano e como consequência melhora a absorção do cálcio no organismo. Consumir coalhada contribui com o equilíbrio da flora intestinal e ajuda em casos de intestino preso, muitas vezes diarréias e faz um bem danado pra pele. A coalhada nada mais é que a parte sólida obtida através da coagulação do leite.

A coalhada é um alimento probiótico e imunomodulador, ou seja, ela ajuda na prevenção do crescimento de microorganismos patogêncios e agentes causadores de algumas doenças. É rica em ácidos graxos (provenientes do leite), é rico em cálcio (490mg para cada 100g) e fósforo. A coalhada também apresenta menos lactose que o leite, pois no processo de fermentação, as bactérias transformam a lactose em ácido láctico e este é digerido mais fácil que o leite in natura.

Além de tudo isso, é uma forma de vocês variarem no cardápio do café da manhã e lanches das crianças e não oferecer só o leite ou pior os iogurtes cheios de açúcar, conservantes e corantes. A coalhada não tem conservantes, corantes, açúcar e não faz mau pras crianças. 

Batida com frutas fica uma delícia e a cada dia pode ser com uma fruta diferente. 

Mas vamos pra receita da coalhada:



Olha só o leite que falo, não importa  a marca, mas deve ser deste tipo.
Depois de morno, eu já coloco o leite no recipiente que armazeno minha coalhada na geladeira depois de pronta, acho mais fácil.
Olha só como faz com o pano de prato e depois guardado no armário.


Com o calor, a coalhada fica mais gostosa, o ponto fica perfeito. Olha só:



Receitas que já poste por aqui que levam coalhada:


Espero que gostem.
Beijos

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Cólicas do bebê X Alimentação da Mãe

Imagem Daqui


Oi gente, tudo bem?

Uma das coisas que mais deixam as mães desesperadas e com o coração na mão são as tenebrosas crises de cólica nos Pequenos. Normalmente elas começam depois de 15 dias de nascido e podem durar os três primeiros meses de vida do bebê.

Ainda não se sabe ao certo o que causa as cólicas do bebês, mas existem estudos, teorias e palpites.

Já existem estudos que dizem que nossa alimentação não é a causadora das cólicas nos bebês e que sim, elas fazem parte do processo de maturação do intestino dos bebês, alguns terão e outros não as terríveis crises de cólicas. 
Também existem estudos que mostram que bebês alimentados com fórmulas tem mais possibilidade de terem cólicas, pois a proteína presente nas fórmulas é de mais difícil digestão.

Mas como saber se o choro é uma crise de cólica?? Num bebê com cólica, você pode notar o seguinte: 

Ele tem crises de choro intenso, e é difícil acalmá-lo
Ele encolhe as perninhas e arqueia as costas para trás, estica-se e se espreme enquanto chora
Ele solta puns quando chora


A cólica normalmente ataca no final da tarde e à noite. Em casos mais difíceis, o bebê chora a qualquer hora do dia. Pode ficar difícil dar de mamar para o bebê quando ele está tão desconfortável. Fonte: Baby Center


Um dos pontos que podem causar as cólicas é a pega errada, pois o bebê enquanto mama no seio, engole ar e caso não arrote no intervalos das mamadas, acumula ar e fica com cólica.
Assim como acontece quando o bebê faz uso de mamadeira e engole ar junto com a fórmula.

É necessário muitas vezes que o bebê arrote no intervalo de cada mamada. Isso irá garantir o não acúmulo de gases que provocam as cólicas.O processo da amamentação ocorre por gotejamento, imagine que o intestino do bebê é do tamanho de uma “bola de gude” e está em processo de maturação. Simone de Carvalho

Minha filha não teve cólica alguma, graças à Deus, sempre soltou muito pum, mas eu cuidei muito bem da minha alimentação os 3 primeiros meses, os ditos mais suscetíveis às crises. Nesta fase, eu não comi nenhum alimento flatulento, mas não posso provar se foi isso que não fez Clara ter cólicas.

Na própria faculdade, aprendi que não temos como provar ou não esta ligação, o que eu fiz também, foi observar o que eu comia e a reação da Clara em relação ao intestino dela (fezes, cólicas, quantia de puns).


Por outro lado, existe uma lista de alimentos que sim, causam gases em nós e que alguns profissionais orientam que as mães que amamentam não os consumam, pra assim evitar as cólicas.

Os alimentos que causam gases e possíveis desconfortos em nós são os classificados como os flatulentos. Flatulência nada mais é que a produção excessiva de gases intestinais e causam um baita desconforto e a lista não é tão pequena quanto muitas pessoas acham:






Além do cuidado com a alimentação pra não causar os gases em nós, devemos também prestar atenção nestas dicas:

• Mastigar bem e lentamente os alimentos;
• Evitar conversas durante as refeições;
• Não utilizar canudos para ingestão de líquidos ou melhor, não beber durante as refeições.

Quem aí teve problemas com as cólicas dos bebês?
Repararam se foi em dia que comeram algo da lista acima?

Espero que ajude as mães nesta fase tão chatinha e dolorosa.

Beijos




quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Amamentar não é moda e sim um ato de saúde.

Amamentar NÃO é moda 


Oi gente, tudo bem?

Ontem rolou o maior bafafá por causa de um texto escroto, sem cabimento, sem embasamento científico sobre amamentação em uma revista materna. Cheguei a postar na FANPAGE, o post teve vários comentários, mas depois que passou pela minha cabeça que era justamente isso que a revista queria "ibope", deletei o conteúdo.

Todos os comentários foram contra a matéria e somente um buscou entender as duas situações: a mãe que amamenta e a mãe que não amamenta, inclusive veio de uma leitora que gosto muito, é participativa e sensata, ou seja, concordei com a resposta e opinião dela que foi mais ou menos essa:  Mães que amamentam pressionam as que não amamentam, pois o que ouvimos é que amamentar é um ato de amor, é como criamos vínculo com nossos filhos e que bebês amamentados são mais saudáveis e ela sem conseguir amamentar acreditou durante algum tempo que não teria este tal vínculo com seu filho e que o mesmo poderia não ser saudável.

Eu já venho com o outro lado da questão, o lado da falta de estímulo em amamentar que recebi desde a maternidade tão conceituada de São Paulo, nas consultas com 4 pediatras e com algumas opiniões de pessoas próximas de mim:

- No ato da alta hospitalar, a Pediatra de plantão me entregou sua prescrição e me orientou da seguinte forma: Se trocar 2 vezes seu bebê e a fralda estiver seca, ela está desidratada, ou seja, dê tantos mls da fórmula X;

- Nenhuma enfermeira me ensinou a amamentar, o lance da pega correta e saí da maternidade com meus bicos em carne viva, mordia o travesseiro pra amamentar minha filha de tanta dor, vi sangue na boca da Clara ao amamentá-la;

- Na primeira consulta da Pediatra 1, que foi 5 dias após eu ter chegado em casa, Clara não tinha ganho o peso que perdeu na maternidade e a orientação que recebi foi: se ela não ganhar peso em 5 dias, entraremos com a fórmula X;

- O palpite mais descabido que recebi da minha cunhada foi: dá uma mamadeira da fórmula X pra ela às 23hs, assim ela dorme a noite inteira e você descansa (isso quando ela tinha 1 semana de vida);

- Outro palpite descabido de familiares: dá chupeta pra ela, pois ela está usando seu peito como chupeta e você vai virar escrava;

- Consulta com o Pediatra 2 aos 4 meses: começa a dar mamadeira e a fórmula X pq logo você volta a trabalhar e ela tem que se acostumar;

- Consulta com o Pediatra 3 aos 6 meses: Mãe, leva esta fórmula X pra casa, pois você não vai conseguir continuar amamentando, você não vai conseguir ordenhar a quantia necessária de leite pra ela tomar no berçário;

- Consulta com o Pediatra 4 aos 12 meses: está na hora de desmamar, né? Ela precisa conhecer os outros leites.

- Comentário que mais escuto de pessoas próximas: não sei pra que amamentá-la ainda, ela já come tudo ou só até 2 anos então, né?

Eu nunca fui incentivada a amamentar, muito pelo contrário, tive mil motivos pra desistir, pois Clara acordava a cada 1 hora até os 5 meses e eu vivia cansada, cheia de olheiras, pois pouco dormia.
Não tenho empregada todos os dias, apenas faxineira 1 vez por semana que vai em casa apenas pra limpar. Roupa, comida e organização sou eu quem cuido. 
Voltei a trabalhar quando minha licença maternidade + férias acabaram e Clara foi pro Berçário, onde eu ordenhava meu leite da loja, congelava e mandava pra escola e as berçaristas davam de colher pra ela, pois eu não dei mamadeira e ela não aceitou o bico rígido.
Trabalhava de segunda à sábado, cuidava da casa ... enfim, ao contrário do que falam, não tinha a vida "fácil" pra aderir a amamentação.
Aderi a amamentação por causa de todas suas vantagens pro bebê, lutei contra todos os palpites que recebi, contra todas as orientações de profissionais que recebi, fui atrás de ajuda, venci os bicos em carne viva, venci a pega errada e minha filha sempre ganhou peso, cresceu, se desenvolveu corretamente.
Descobri o ponto de equilíbrio meu e dela e como descansar e nunca me descontrolei ou me tornei a mau humorada por amamentar em livre demanda.
Respeite os sinais de choro da minha filha, dei colo, dei carinho, dei chamego, dei peito e ela sempre parava de chorar.
Respeitei os picos de crescimento, as "manhas" e fomos, ou melhor, estamos indo da nossa maneira aqui em casa.

O que não aceito e acho nojento, descabido é esta falta de informação, essa mania de querer sempre alfinetar um dos lados e pra mim sempre é o lado de quem amamenta que é sacrificado, pois incentivo ainda é pouco, infelizmente as Empresas pegam pesado no incentivo ao uso de fórmulas. Infelizmente os pediatras acham que amamentar é desnecessário e já ouvi isso de mais de um profissional.

Amamentação prolongada então .... pra que???
Eles ainda tem a cara de pau de dizer que o leite perde os nutrientes após 1 ano da criança.

Gente, por favor. Não amamentar por motivos fisiológicos é algo que pode acontecer e em hipótese alguma a mãe deve se sentir culpada por isso. Claro que ela ama seu filho, claro que terão vínculo, claro que ele será saudável.

Mas falar que o bebê chora por fome e como amamentar é moda a mãe acha que é cólica e nada faz pra amenizar o choro do bebê?
Falar que a Maria é quem sabe o que o bebê precisa e não a mãe que quer amamentar?
Falar que o leite em pó é uma maravilha e deixar nas entrelinhas que o leite materno não sustenta a criança??? - Trechos do texto do qual não vou por o link, pois não quero promovê-lo

Sim, várias mães dão complemento pra seus filhos, mas será que esta é a melhor e única solução? 
Será que o pediatra que cuida do bebê tentou outras opções pra aumentar a produção do leite da mãe?
Será que o pediatra explicou que o peito fabrica leite enquanto o bebê mama, ou seja, aderir a livre demanda e fugir do padrão "mamar a cada 3 horas" pode ser solução pro "pouco leite"?
Será que o pediatra viu logo na primeira semana que a pega está correta?
Ou melhor, será que as enfermeiras da maternidade onde o bebê nasceu explicou, ensinou como é amamentar???

Amamentar não é assim tão fácil, muito pelo contrário, pra mim é difícil e precisamos sim de ajuda.
Muitas de nós, pelo menos eu achava que ao colocar a Clara no meu peito ela iria imediatamente começar a mamar como se não houvesse amanhã.
Tipo o bebê da lagoa azul que é colocado no mar e saí nadando lindamente.

Gente, a questão não é apedrejar as mães que não amamentam e sim apedrejar os profissionais, jornalistas, revistas que não incentivam a amamentação de forma correta, de que ao invés de fazê-lo desestimulam a continuar, a tentar.

E mães, a maternidade é cheia de culpa porque vocês se permitem se sentir culpada ou te culparem. 
Se for assim, eu tenho que sentir culpa porque amamento minha filha de 1 ano e 5 meses, o que é "ridículo", uma vez que ela já come de tudo.

Beijos


Olha aqui os posts que fiz sobre amamentação:


Tive problemas com amamentação logo no começo e neste post conto como superei e segui em frente: http://www.maternidadecolorida.com.br/2012/08/amamentacao-e-suas-possiveis-duvidas.html



Voltei ao trabalho e conto neste post como continuei firme e forte com o aleitamento:



Quando chegamos perto de 1 ano, senti meu leite diminuir, me desesperei e neste post conto como fiz: http://www.maternidadecolorida.com.br/2013/06/quase-1-ano-e-como-fica-amamentacao.html



Na consulta do pediatra de 1 ano ele veio com o assunto desmame e falei sobre isso aqui:








quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Amamentação, alimentação saudável e a incoerência de alguns profissionais e empresas



Oi gente, tudo bem?

Quem me acompanha sabe o quanto eu sou à favor da amamentação e alimentação saudável. Algumas pessoas me chama de "xiita", outras que sou doida/louca e ainda exagerada.
Sim, pessoas de dentro e fora da minha família falam isso e eu não me importo, pois sei o que quero pra mim e pra minha filha.

Durante algum tempo, tentei ficar mais quieta do que falar sobre alguns pontos por querer fazer o papel "amiga de toda vizinhança", mas ontem eu não me aguentei e quase explodi.

Eu não aponto o dedo pra nenhuma mãe se ela está errada ou certa, pois eu não sou soberana e nem a rainha da razão. Aceito, RESPEITO todas as minhas amigas/mães e suas escolhas pra seus filhos, afinal, cada uma de nós sabe onde o calo aperta, né?

Eu também não sou aquela de ficar pregando, falando e tentando fazer lavagem cerebral nas pessoas. Simplesmente respondo as perguntas feitas pra mim com minha opinião e muitas vezes ela é contrário ao que faz a pessoa que me pergunta e é nesta hora que sou classificada como neurótica, chata entre outros adjetivos fofos rs.

Já teve momentos de amigas darem guloseimas e outras coisas pra seus filhos e olharem pra mim com carinha de "aí, é só hoje" e eu dar risada e falar: Relaxa! Fica à vontade pra fazer o que você acha legal e bacana.

Mas vocês sabem o que me incomoda e MUITO?
Não são as mães amigas que muitas vezes não sabem tudo o que deveriam saber sobre aquele "inocente" brigadeiro ou "prática" papinha. Quem me incomoda são os profissionais da área de saúde e suas orientações, somadas a alguns patrocínios de empresas.

Ontem, tive o desprazer de ouvir uma Pediatra falar que amamentação acima de 1 ano não é necessária e que é só carinho.
É uma forma da mãe não se desvincular de seu filho.

Oi?

Neste mesmo evento, uma amiga e blogueira, a Bárbara do Uma mãe das Arábias, teve a coragem de pegar o microfone, contar seu relato sobre a amamentação de seu primeiro filho e como está sendo a de sua segunda filha e emendou com a pergunta de até quando ela recomeda a amamentação.

A pediatra em questão falou que a amamentação deve ser exclusiva até os 6 meses, mas que depois de 1 ano é desnecessário, pois o leite não tem mais os nutrientes necessários pras crianças. Complementou que o governo brasileiro incentiva o aleitamento materno porque eles não distribuem leite pras famílias.

E em momentos antes, falou que apenas no Brasil, é incentivado e apoiado o Aleitamento Materno exclusivo até os 6 meses, que na Europa eles começam a introduzir alimentos com 4 - 5 meses e ainda parabenizou uma convidada do evento que ela tinha feito o certo em introduzir a alimentação de seu bebê antes dos 6 meses.

Na boa, se é pra copiar os gringos, então que copiemos as coisas boas e não as que há anos estamos lutando pra conscientizar a população brasileira.

Na hora do "debate", ou melhor, pergunta e resposta a Bárbara perguntou porque ela não incentiva o aleitamento após 1 ano, sendo que a OMS indica.
E a Dra. mais uma vez relutou e disse que não, que a OMS não indica isso.
Foi nessa hora, apenas nesta hora que eu falei que além da OMS a SBP também indica aleitamento materno até 2 anos ou mais, mas falei pra quem estava ao meu lado ouvir, não me levantei pra falar ao lado da Bárbara o que eu sabia, o que eu defendo e isso me fez mau.
Saí de lá com a sensação de algo me corroendo por dentro.

Aqui está o Manual inteiro, à disposição pra quem quiser ler.


Esta é uma das partes onde está escrito no Manual de 2012 sobre a amamentação prolongada, inclusive, ela faz parte dos 10 passos pra uma alimentaçãso saudável.

Ontem fiquei revoltada e triste por alguns motivos: o assunto era ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL e foi patrocinado pela Nestle, tinha papinhas espalhadas por todo saguão, inclusive, papinhas, mucilon e mucilon pronto pra beber foi dado de brinde.
Vamos lá: papinha industrializada de qualquer marca não é saudável.
Qualquer alimento pronto que fica na gôndola sem refrigeração tem aditivo ou conservante, senão estragaria e isto é um ponto.
Essas papinhas são ricas em um monte de coisas desnecessárias e que SIM fazem mau pras crianças e bebês.

Querem praticidade? Comprem papinhas caseiras, ou melhor, tirem um dia da semana pra cozinhar, congele e descongele no dia pra oferecer pras crianças.
Dá trabalho? Sim, dá e eu sei disso!
Eu sou mãe, trabalho fora, tenho a casa pra cuida e sei o tempo que cozinhar toma da gente, mas faz parte, né?

Mucilon em pó e mucilon pronto pra beber são ricos em açúcar e hoje, obesidade é um problema sério na infância.
Então, como pode um evento falar sobre alimentação saudável e dar este tipo de brinde?
Como pode uma pediatra ser convidade pra falar sobre alimentação saudável e me falar que amamentação após 1 ano é apenas carinho?

Outro ponto que me deixou chateada é que eles sempre chamam pediatras pra falar sobre alimentação e esquecem dos profissionais que estudam pra cuidar, tratar, ensinar sobre alimentação, os Nutricionistas.

Enfim, estamos longe de eventos perfeitos, mundo perfeito, onde não são só as grandes empresas que  mandam.
Onde saúde, cuidado com o próximo seja superior a algum tipo de patrocínio.

Eu passei por 5 pediatras e nenhum deles me incentivaram a amamentar, em continuar com a amamentação depois que eu voltasse ao trabalho. Ganhei latas de leite dos pediatras, mas o mais absurdo na minha opinião, foi a orientação de alta da maternidade dada pela pediatra de plantão:

- Se em 2 trocas seguidas a fralda estiver seca, a bebê está desidratada, ou seja, seu leite não está dando conta, aí você dá mamadeira com NAN.

Sim gente, essa foi minha orientação de alta de uma maternidade conceituada de São Paulo.

Ah! Antes de terminar quero deixar claro que não estou falando mau de nenhum blogueira, amiga/mãe blogueira e que meu descontentamento é único exclusivo com pediatras e profissionais que falam sem estudar, pensar ou qualquer outra palavra que justifique falar algo errado.
Não estou "crucificando" quem não amamenta por qualquer motivo e sim a falta de motivção dada pelos profissionais e formadores de opinião.
E não, não estou em cima do muro.


Aqui em casa a amamentação é prolongada, quando estamos juntas é em livre demanda e até hoje Clara nunca tomou outro leite ou fórumla, pois não precisou.
Ela não troca peito por refeição e sim, nós duas amamos nossos momentos.
Ah! Ela ainda acorda de madrugada pra mamar.


Beijos

Olha aqui os posts que fiz sobre amamentação:

Tive problemas com amamentação logo no começo e neste post conto como superei e segui em frente: http://www.maternidadecolorida.com.br/2012/08/amamentacao-e-suas-possiveis-duvidas.html

Voltei ao trabalho e conto neste post como continuei firme e forte com o aleitamento:
http://www.maternidadecolorida.com.br/2013/01/volta-ao-trabalho-x-amamentacao.html

Quando chegamos perto de 1 ano, senti meu leite diminuir, me desesperei e neste post conto como fiz: http://www.maternidadecolorida.com.br/2013/06/quase-1-ano-e-como-fica-amamentacao.html

Na consulta do pediatra de 1 ano ele veio com o assunto desmame e falei sobre isso aqui:
http://www.maternidadecolorida.com.br/2013/07/desmame-pediatra-quer-mae-nao-quer-e.html







quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Amamentação: Emoção, dor e amor! Um misto de sentimentos, que faz valer a pena cada mamada

Oi gente, tudo bem?

Hoje começa a Semana Mundial da Amamentação e falei sobre isso neste post na segunda feira.

Como falei, este ano a ideia é incentivar o aleitamento materno, levar informação pras mulheres que se tornaram mães sobre a amamentação e as pessoas que estão ao seu redor, afinal, incentivo, união e ajuda são fundamentais nesta fase.


Eu participo de alguns grupos na internet que tem o objetivo de incentivar e empoderar as mães nesta fase muitas vezes delicada pra mulher.
Um dos grupos que mais gosto é o AMS, coordenado pela Simone de Carvalho e outras mães e profissionais empoderados.

Bom, hoje o post tem um emocionante relato de uma amiga, leitora que espera seu segundo baby!
A Natália eu conheci quando engravidei em um grupo de grávidas de dezembro, Clara nasceu em julho e se tornou a caçulinha do grupo.
Saímos da amizade virtual e hoje somos amigas reais.

Naty, obrigada pela participação e que consiga amamentar seu Baby number 2 por meses, anos e seja tudo delicioso.

"Falar sobre amamentação é ao mesmo tempo muito fácil e muito complicado... Cada mulher vivencia a experiência de uma forma e cada bebê também, é algo muito íntimo.

Pra mim amamentar era como na matemática, X + Y = Z, aonde o X seria eu, Y o bebê e juntos faríamos o Z, a amentação... Em meio a milhões de compras para o enxoval acabei me deparando com muitos produtos destinados a auxiliar essa processo e minha alma consumista acabou falando mais alto, mesmo sem saber exatamente pra que tanta coisa, afinal era algo natural né? Comprei poltrona, almofada, pomada, bomba, absorvente, capa... Ufa! Me recusei somente a comprar mamadeiras. Quando o Gabriel nasceu demoraram mais de 6 horas pra me trazerem ele e quando ele chegou a enfermeira apenas apertou meu seio, viu que tinha colostro e falou pra eu dar o peito. 

Ninguem me ensinou que tinha pega ou posição, ninguém me perguntou se estava tudo bem, se eu já sabia como fazer, N-A-D-A! Graças a Deus ele pegou certinho e quando cheguei em casa meu leite desceu, neste ponto tivemos muita sorte mesmo, porque na maioria das vezes não é assim tão fácil de primeira, ainda mais sem ajuda nenhuma. Passei o primeiro mês inteirinho chorando ao dar de mamar pra ele, me sentia culpada por ter dor, por pensar em desistir e era tanta gente falando pra dar mamadeira, pra parar de invetar moda e blá blá bla... Essas pessoas apenas me incentivaram a continuar na luta, queria fazer todos pagarem pela língua e mostrar que eu era sim capaz de alimentar meu filho. Com o tempo a dor passou, ele cresceu e amamentar virou um prazer, era um momento só nosso, ninguém poderia me substituir nessa tarefa e internamente eu me sentia cada vez mais especial, sentia o poder de ser mãe. Perdi a vergonha em amamentá-lo na rua, no shopping ou no restaurante, deixei a capa guardada 'rs As pessoas julgavam, mas eu já não estava nem aí, quem vê maldade em um ato tão divino precisa se tratar e não eu me esconder! Amamentei por 1 ano e 3 meses, uma vitória, um tapa na cara de quem achava que ele largaria assim que descobrisse como era bom o arroz e feijão... E hoje conto os dias para receber o baby number 2 e poder começar tudo de novo!!!

Se eu pudesse deixar uma moral ao final deste relato seria... Amamente sempre e muito! Amamentação é amor, é entrega, é carinho e aconchego. É um momento seu e do seu bebê, ninguém mais pode fazer por você. Tampe os ouvidos pros palpiteiros, se precisar procure ajuda, persista. A recompensa é inesquecível."

Imagem cedida pela Natália 
E vocês?
Como foi amamentar?
Beijos

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Amamentação: Semana Mundial da Amamentação

Oi gente, tudo bem???





Essa semana vamos comemorar a Semana Mundial da Amamentação e esse ano o "tema" é o incentivo e apoio às mães que amamentam.



Muitas de nós sofremos algum tipo de preconceito em relação a amamentação. Na realidade acho que é a falta de respeito com os dois lados: de quem amamenta e de quem não amamenta.

Eu como profissional apoio e incentivo sempre a amamentação e tudo que a engloba: ser exclusiva até os 6 meses, ser prolongada até 2 anos e isso tudo está no Manual de Pediatria feito pela Sociedade Brasileira de Pediatria.

O que me deixa triste, é ver mães recebendo orientações erradas, além dos famosos palpites de profissionais, familiares, amigos, vizinhos e etc.

É difícil amamentar? Sim, é!

- É porque nem sempre o bebê nasce sabendo sugar e a mãe em amamentar;
- É necessário dedicação materna;
- Apoio, ajuda do companheiro é fundamental;
- Muitas vezes o cansaço e o excesso de sono faz a mãe desistir;
- Mães voltam ao trabalho na sua maioria com 4 meses de licença;
- Industria alimentícia e sociedade incentivam o desmame ou o aleitamento parcial.


Falo tudo isso porque vivo isso. Na minha família, acham exagero eu ainda amamentar, não achei nenhum pediatra (fui em 5) que incentivasse o aleitamento, voltei a trabalhar depois de 5 meses e meio de licença, Clara sempre acordou durante a noite umas 3 vezes pra mamar, sendo que os quatro primeiros meses, acordava a cada 1 hora, meu Marido nunca acordou de madrugada pra me ajudar.

Sou melhor que outra mãe? Jamais, de forma alguma e nem quero ser.

Mas sou orientada, informada e sei dos benefícios que a amamentação faz pro bebê e isso pra mim supera o cansaço.
Acredito que devemos ser orientadas corretamente pra daí tomarmos nossas decisões.

Ja cheguei a ficar com a Clara sugando em meu peito por mais de 4 horas seguidas, no dia seguinte fuo trabalhar e nem por causa disso desisti da amamentação ou dei algum paleativo.

A solução pra mim? Compartilhei a cama metade da noite (na mamada das 4 horas ela vinha pra minha cama). Marido não se opos, pois entende que é uma fase e falei pra ele todos os benefícios da amamentação.

Vida de casal? Temos sim! Nossa casa tem mais de um cômodo e somos criativos. Acredito que com uma boa conversa tudo se resolve.

Nunca dei chupeta ou mamadeira pra evitar a confusão de bicos (e também fui recriminada por isso), Clara sempre tomou o leite ordenhado de colher ou copinho.

Ordenhava meu leite no trabalho, congelava e enviava pro berçário (consegui fazer isso até os 10 meses).
Neste post  falo como fazia com a ordenha e neste como meu corpo adequou a produção do leite.
Quando tive dificuldades logo no começo, fui procurar ajuda no Banco de Leite ( relembre aqui).

Enfim, tomei minha decisão em prol da minha filha e não deixei nenhum fator externo alterar minha vontade.

Se você amamenta, parabéns! Continue amamentando e aproveite estes momentos.

Sobra leite? Doe e ajude outros bebês. Veja aqui como e onde doar.

Não conseguiu amamentar? Não se culpe e incentive uma gestante ou mãe ao seu redor a amamentar e se estiver com dificuldades, buscar ajuda.

Ah! No domingo dia 4/8 terá a Hora do Mamaço em várias cidades do País. Veja aqui local e horário de sua cidade.
Em São Paulo será na Av. Paulista e eu estarei lá com a Clara.

Vamos???

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Desmame: Pediatra quer, mãe não quer e viva a Amamentação Prolongada

Oi gente, tudo bem?




Momento/post desabafo:

Porque é tão difícil achar pessoas que incentivem a amamentação?
O que mais vejo é gente fazendo cara de espanto quando me veem amamentando ou então ficam surpresos porque ainda amamento.
Já escutei que é exagero, desnecessário, que ela vai ficar muito dependente de mim e etc.

Hoje pra ajudar, na consulta do Pediatra o assunto foi o desmame.
Adoro meu Pediatra, mas hoje fiquei triste em ver que os profissionais não incentivam de maneira alguma a amamentação prolongada.

Questionei sobre o Manual da Sociedade Brasileira de Pediatria incentivar a amamentação até os 2 anos e mesmo assim ele falou que está na hora de iniciarmos ou pensarmos no desmame, pois corremos o risco dela querer trocar a comida pelo peito e que terei dificuldades em iniciar o leite artificial.

Clara nunca tomou outro leite sem ser o materno, come super bem e sua alimentação é mega variada, saudável, sem açúcar, gorduras e industrializados. Sempre ganhou peso, cresceu e se desenvolveu bem.... Porque devo parar de amamentá-la já? Só porque ela fez 1 ano???

Credo! Os bebês nem podem aproveitar o momento gostoso que é a amamentação e tem logo que "crescer"???
Será mesmo que eles ficam dependentes de nós e irão se tornar adultos fracos e despreparados?

Desculpem, mas já li artigos de que crianças amamentadas por pouco tempo tornam-se adultos que se isolam e problemáticos.

Enfim, vou continuar com a amamentação prolongada e antes que me falem que um dia ela vai crescer e será inevitável ir pro mundo, já respondo:

Quero mesmo que ela cresça e vá pro Mundo. Seja uma mulher determinada, guerreira, independente. Tenha sua profissão, viaje o mundo, seja feliz e tenha sempre a certeza de que estarei aqui, quando ela precisar de colo de mãe.

Não acho correto trocar uma refeição pelo peito (acima de 1 ano), pois a criança precisa de outros nutrientes, criar o hábito social de fazer as refeições, ter prazer em comer outros sabores, texturas, temperaturas e alimentos.
Da mesma forma que não devemos trocar uma refeição pela mamadeira.

Ah!!!! Bora continuar, Clara e eu mamando deliciosamente e assim somos felizes e ela saudável.

Só pra constar:

No segundo ano de vida, 500ml de leite materno proporciona à criança:
95% do total de vitamina C necessário
45% do total de vitamina A necessária
38% do total de proteína necessária
31% de caloria do total necessária (UNICEF/Wellstart: Promoting Breastfeeding in Health Facilities: A short course for Administrators and Policy Makers; WHO/CDR 93.4)
Mães que amamentam por mais tempo também são beneficiadas
A amamentação prolongada pode diminuir a fertilidade e suprimir a ovulação em algumas mulheres
A amamentação reduz o risco de câncer de ovário (Schneider, 1987)
A amamentação reduz o risco de câncer de útero (Brock, 1989)
A amamentação reduz o risco de câncer de câncer de endométrio (Petterson, 1986)
A amamentação protege contra osteoporose. Durante a amamentação a mulher experimenta uma dimininuição na densidade óssea. A densidade óssea de uma mãe que está amamentando pode ser eeuzida, em geral em 1 a 2%. No entanto, a mãe tem essa densidade de volta e pode até ter um aumento, qundo o bebê é desmamado. Isso Não depende de um suplemento adicional na alimentação da mãe. (Blaauw, 1994)
A amamentação reduz o risco de câncer de mama (McTieman, 1986; Layde, 1989; Newcomb, 1994; Freudenheim, 1994).
A amamentação tem demonstrado diminuir a necessidade de insulina da mãe diabética (Davies HA, British Med J, 1989).
Quer ler este texto na íntegra, clique aqui e entenda porque quero tanto amamentar prolongadamente!

Beijos

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Quase 1 ano e como fica a amamentação?

Oi gente, tudo bem?

Clara está com quase 1 ano e continuamos firme e forte na amamentação.
Já contei aqui como enfrentei minhas dificuldades e neste post como faço com o retorno ao trabalho e a amamentação.

Sei que não é fácil continuar com a amamentação, pois sofremos a pressão das pessoas ao redor, o cansaço de não dormir a noite inteira e ter todas as outras funções durante o dia, mas quando penso nas vantagens, esqueço de tudo e continuo firme e forte na amamentação.

Esses últimos dias, passei por alguns probleminhas e senti que isso atrapalhou minha produção do leite.
Meus seios nunca vazaram, nunca precisei usar absorvente ou qualquer coisa do gênero.
Pra conseguir tirar 80 - 100ml com a bomba elétrica pela manhã eu tomo 2 litros de água e só assim sinto meu peito cheio e com alguns "caroços", sabem?

Quando fico com a Clara o dia inteiro, não consigo tirar nada, pois ela mama, mama e mama ainda em livre demanda, mesmo comendo de tudo.

Mas essa semana eu me desesperei totalmente quando fui tentar tirar o leite pra mandar pro berçário e não saiu nenhuma gota, meus seios não estavam cheios e eu tinha feito todo o ritual de sempre.

Chorei e mandei uma mensagem pra linda da Simone de Carvalho e pra amigona Nutricionista Infantil Karine (que tem um blog excelente) e elas me acalmaram.

Em relação aos nutrientes pra Clara ao longo do dia, está tudo certo. Ela come bem, mama antes de ir pro berçário e eu consigo ir no meu horário do almoço amamentá-la e à noite, em casa, ela mama em livre demanda.
Pra aumentar a ingestão de cálcio, vou acrescentar gergelim nas preparações e pronto, assunto resolvido.

Quanto a quantia do leite, a Simone me falou com toda calma do mundo que é normal, que com o tempo o corpo estabiliza a produção na quantia que o bebê solicita.
Ufa! Dei pulos de alegria e me senti segura novamente.

Quando Clara mama, percebo que ela dá seus golões, se sacia e isso super me conforta. Em relação ao crescimento, está tudo certo também, ou seja, ainda tenho leite o suficiente pra ela.

Leite suficiente?

Sim, foi isso que constatei na prática. Com o tempo, depois que voltei a trabalhar, minha produção estabilizou de acordo com a demanda da Clara.
Me lembro que um dia em que fiz um curso e não consegui ordenhar o leite, quase morri de tanto que meus seios encheram e hoje, já não é mais assim.
O bom é entender que independente do seio estar mega cheio, o leite está lá, ele é produzido durante a mamada, enquanto o bebê suga.

Mamães que querem continuar com a amamentação prolongada, mantenham-se calmas e seguras. O leite está aí nas "peitcholas" pros bebês mamarem até saciar.

Algumas pessoas me perguntam porque quero amamentar por tanto tempo, outras dizem que é exagero, mas eu não acho.
A OMS e a SBP indicam que devemos amamentar até os 2 anos e estudos mostram que crianças amamentadas até os 2 anos tem menos chances de serem obesas entre tantos outros benefícios.

O aleitamento materno prolongado – Manuseio da Crítica


Resumo: Uma mãe questiona como lidar com as críticas sobre a sua decisão de continuar amamentando sua filha de dois anos de idade. O doutor então exalta o seu conhecimento sobre a amamentação e afirma que ela está fazendo acima de tudo, um investimento sábio a logo prazo para a criança e a sua saúde e pontua os benefícios:
A CIÊNCIA ESTÁ DO SEU LADO: A incidência de muitas doenças, tanto infantil e adulto, são reduzidas pela amamentação:diabetes, doenças cardíacas e degenerativas do sistema central de distúrbios do sistema nervoso (como a esclerose múltipla), para citar alguns. O cérebro cresce mais durante os dois primeiros anos de vida do que qualquer outro tempo, quase triplica de tamanho desde o nascimento até dois anos de idade. É claramente um momento crucial para o desenvolvimento do cérebro, e com a vantagem intelectual de que bebês amamentados neste período, desfrutam da “gordura inteligente” exclusiva no leite materno da mãe (ou seja,-3 ácidos graxos ômega, também conhecido como DHA). Eles tendem a ter seus corpos mais magros, com menos risco de obesidade. Eles também têm uma visão melhor, uma vez que o olho é semelhante ao do cérebro em relação ao tecido nervoso. Eles têm uma melhor audição devido a uma menor incidência de infecções de ouvido. Sua saúde bucal geralmente é boa, já que a ação natural de sucção do bebê amamentado ajuda a alinhar corretamente os dentes.Saúde intestinal também é muito melhor do que os bebês não amamentados, pois o leite materno é mais fácil de digerir, reduzindo o refluxo e a prisão de ventre. Até a pele dos bebês é mais suave e mais flexível.
A OPINIÃO MUNDIAL ESTÁ DO SEU LADO: A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda oficialmente as mães amamentarem até os dois anos e meio de idade ou mais. (Sim, você leu esse direito!) Mesmo que a Academia Americana de Pediatria recomenda que as mães devem amamentar “pelo menos até um ano de idade e, em seguida, enquanto o bebê e a mãe mutuamente quiserem.”
É MELHOR PARA A SUA SAÚDE: O Aleitamento Materno prolongado reduz o risco câncer de ovário, de mama e útero. Na amamentação as mulheres têm uma menor incidência de osteoporose mais tarde na vida.
É MELHOR PARA O COMPORTAMENTO DA CRIANÇA: Tenho notado que as crianças amamentadas são mais fáceis de disciplina. A amamentação é também um exercício de leitura do bebê, que permite que uma mãe saiba agir com mais facilidade com o seu bebê em situações de disciplina.
A CULPA É DO SEU MÉDICO:Tenho notado que uma das maneiras mais fáceis para silenciar os críticos é a frase: “Meu médico me aconselhou a”. Você pode explicar que O seu médico lhe disse que todas as pesquisas recentes sobre os benefícios da amamentação prolongada, exaltando a prática do amamentação.
SEUS FILHOS SILENCIAM AS CRÍTICAS: Quando seus amigos e parentes visualizarem os benefícios de seu vínculo com o aleitamento materno, do seu crescimento como mãe, e o crescimento intelectual, físico e emocional da saúde de seu filho, este servirá como testemunho convincente para o valor da amamentação prolongada.
Ask Dr. Sears: Extended Breastfeeding — Handling the Criticism – Parenting.com
Tradução: Simone de Carvalho - texto retirado daqui.

Vários momentos meus e da Clara e a primeira foto amamentando! É muito amor!!

E com vocês?
Notaram diferença na amamentação ao longo dos meses?
Qual a maior dificuldade e alegria de vocês em relação a amamentação?
Beijos




terça-feira, 14 de maio de 2013

Doar leite materno é uma Ato de Amor que salva vida! {19/05 dia Mundial da Doação de Leite Materno}

Oi gente, tudo bem?

Eu sou uma daquelas pessoas que levantam a bandeira da amamentação por diversos motivos.Clara tem quase 10 meses e até hoje nunca tomou leite artificial.

Voltei ao trabalho quando ela tinha quase 6 meses e mesmo assim, continuei com a amamentação (relembre aqui).
Antes que alguém venha me dizer que nem tudo são flores, eu já logo concordo, pois tive muitos problemas com a amamentação no começo (relembre aqui), meus bicos racharam a ponto de sair sangue junto com o leite, eu mordia o travesseiro de dor pra conseguir amamentar a Clara nos 10 primeiros dias, mas depois, sim tudo virou flores!


Umas das coisas que não conseguir fazer e que me deixou triste, foi não doar o leite materno. Não doei porque sempre tive a quantia certa pra Clara. Meus peitos nunca encheram horrores, nunca vazou leite, nunca empedrou e ela sempre mamou em livre demanda.
Hoje, consigo ordenhar 160 - 180ml/dia no máximo, isso tomando 2 litros de água entre 9hs e 12:30 pra conseguir tirar 80ml, depois amamento no meu horário de almoço (13:30hs) e no fim do dia, por volta das 16:30, tiro mais uns 50-80ml. Como ela ainda acorda muito durante a noite pra mamar, nem pela manhã meus seios estão cheios.

Vocês podem me perguntar porque devemos doar o leite materno, né?

O leite materno é o principal e melhor alimento pro bebê até os 6 meses, ele protege contra alergias, infecções, possui todos os nutrientes necessários, ajuda na criação dos anti-corpos, regula a flora intestinal. Além de ser um ato de amor e criação de vínculo entre mãe e filho.

Existem algumas mães que não conseguem amamentar seus filhos por diversos motivos e por isso é tão importante que mulheres sadias com leite em excesso façam a doação.

Pra doar é fácil, basta entrar em contato com um Banco de Leite Humano, veja aqui o mais próximo de sua residência e eles mandam buscar os vidros com o leite.
No Banco de Leite, eles pasteurizam e fornecem pros bebês que precisam deste rico alimento.


Quem pode ser doadora de leite humano?

Algumas mulheres quando estão amamentando produzem um volume de leite além da necessidade do bebê, o que possibilita que sejam doadoras de um Banco de Leite Humano.
De acordo com a legislação que regulamenta o funcionamento dos Bancos de Leite no Brasil (RDC Nº 171) a doadora, além de  apresentar excesso de leite, deve ser saudável, não usar medicamentos que impeçam a doação e se dispor a ordenhar e a doar o excedente.



Pra doar o leite materno, é importante realizar o processo com atenção, higiene e calma. Tem mulheres que por mais que tenham o peito cheio, não conseguem retirar o leite. Tente a ordenha manual e se não conseguir, tente com uma bomba elétrica.

Olha só as orientações que a Rede Brasileira de Bancos de Leite, a FioCruz fornece pra quem quer doar:









No facebook tem a fanpage Doe Leite e lá você fica por dentro de todas as informações necessárias pra também ser uma doadora.
Olha que legal, didático e super bem explicado como deve ser feito todo o processo da doação, eles chamam de Caminho do Leite (clique aqui).


Não tem leite sobrando e quer participar desta ato de amor?
Então doe os recipientes de vidro aos Bancos de Leite, faça também a sua parte!


Beijos,

Imagens retiradas da FioCruz, FanPage DoeLeite (links acima ao longo do texto)


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Volta ao trabalho X Amamentação

Quem me conhece sabe o quanto levanto a bandeira da amamentação. Sei que não é fácil, tive problemas e dificuldades no começo, mas procurei ajuda (relembre aqui) e estou firme e forte até hoje na amamentação materna e em livre demanda.

Um dos meus maiores medo é meu leite secar, Clara não querer mais mamar e pararmos de ter este momento tão nosso e que acima de tudo faz super bem pra saúde do bebê.



Sempre li muito sobre a amamentação e ao longo da minha licença maternidade fui me preparando pra continuar com a amamentação. Faço parte de um grupo no Facebook sobre Amamentação Solidária, quando tenho dúvidas, pergunto por lá e sempre tenho a resposta, inclusive da moderadora, a querida Simone de Carvalho.

Pra continuar com a amamentação após o retorno ao trabalho, é necessário que você realmente queira, se disponha e claro, tenha o apoio do Marido em casa, pois não é tão fácil quanto parece. Temos que nos organizar com a ordenha e normalmente depois de um dia inteiro longe de você, seu bebê quer ficar grudado em você e mesmo assim, você precisa encaixar o momento da ordenha no seu dia.

Aqui no meu trabalho, não tenho um local fechado pra fazer a ordenha, faço na copa que é aberta e peço gentilmente pro meu gerente não vir até aqui enquanto ordenho. Faço a ordenha 2X/dia, uma pela manhã, por volta das 11 - 12hs e outra no meio do dia, por volta das 15 - 16hs e consigo tirar pouco mais de 120ml.




No meu horário de almoço, vou até a escola da Clara pra amamentá-la e ficar uma hora com ela no meio do dia. Ela fica na escola das 8:30 às 17:00hs.

Quando chegamos em casa, ela fica grudada no meu peito mamando. Gente, ela dá cada golão, fico impressionada. e ficamos grudadas mais ou menos das 17:30 até às 21:00hs, dormimos um pouco juntas, aí eu levanto pra fazer meus afazeres domésticos e ela continua dormindo um pouco mais.

Durante a madrugada, ela ainda mama. Na realidade, Clara continua mamando em livre demanda quando está comigo e no berçário o leite também é livre e conforme esta aumentando a necessidade de leite, eu estou mandando mais, assim não desperdiço o leite e supro as necessidades da Clara.

Clara não aceitou chupeta, mamadeira, copo de transição. Ela toma o leite materno de colherzinha, tanto na escola ou quando fica com meu Marido sozinha.

Seguindo as orientações dos especialistas, eu comprei potes de vidro com tampa de plástico (os de café instantâneo são ótimos e tem um tamanho bem interessante. Faço a ordenha com uma bomba elétrica e antes de fazê-la eu lavo bem as mãos com água e sabão, passo álcool gel, seco com papel toalha, massageio as mamas e começo a ordenha, sempre com calma. 




Por sorte, aqui na loja tem geladeira com freezer e eu já ordenho e congelo o leite.
Eu não estoco por muito tempo, normalmente tenho pra 2 dias apenas. Caso você consiga estocar uma quantia maior, deve etiquetar os vidros com a data de ordenha, pois o leite congelado dura 15 dias.

Outro ponto super importante é que o leite deve ser descongelado dentro da geladeira e aquecido em banho maria. Jamais deve ser aquecido em microondas ou fogão diretamente na panela, pois assim ele perde seus nutrientes.


INFORMAÇÕES IMPORTANTES 
de acordo com o Regimento do Banco de Leite do Brasil (FIOCRUZ).

Temperatura máxima para armazenamento e conservação:
5º C para leite refrigerado
3º C para leite congelado

Tempo de Congelamento:
Geladeira: 12 horas
Freezer: 15 dias

Armazenamento:
Não pode ser congelado em potes e/ou saquinhos plásticos.
Armazenamento apenas em recipientes de vidro com tampa plástica.

Transporte:
Não pode ser transportado em temperatura ambiente.

O leite ordenhado no local de trabalho deve ser transportado para casa em bolsa térmica com gelox, nessas condições o tempo máximo de transporte é de 6 horas.

O pote com leite precisa ser armazenado e refrigerado na geladeira da empresa, portanto não pode ficar dentro da bolsa térmica, mesmo que a bolsa esteja gelada.


IMPORTANTE: As normas americanas não são as mesmas brasileiras e existe muita informação na internet baseada nelas.

Mais dúvidas?
Sempre que tenho alguma dúvida sobre a amamentação, entro aqui na Comunidade Aleitamento Materno, não tem bomba elétrica e não quer comprar? Então alugue aqui, eles tem planos quinzenais e mensais e alugam diversas bombas, vidros pra armazenação.

A bomba que uso é essa da Medela:



COMO TIRAR O LEITE
Em primeiro lugar, você precisa estar em um local e momento tranquilos. O ideal é que o bebê esteja dormindo, assim você não precisa interromper a retirada do leite. Esqueça também o celular e o telefone. “Essas atitudes fazem com que o leite flua melhor. Se a mãe for tirar o leite no trabalho, que seja no horário do almoço, em um local agradável e sem pressa”, diz Sônia de Lourdes Liston Colina, pediatra do Hospital Edmundo Vasconcelos (SP). Lembre-se também de ter um copo de água ao alcance. 

Você pode extrair seu leite com as próprias mãos ou com bombas de sucção. “A ordenha manual é muito simples e prática, mas nem toda mãe consegue fazer. O jeito de tirar o leite varia de cada mulher”, afirma Sônia. 

Para retirá-lo manualmente, é preciso que você massageie a mama como um todo, com movimentos circulares da base em direção à aréola. Uma das maneiras é colocar os polegares acima da aréola e os outros dedos abaixo e, assim, espremer ritmicamente a parte inferior do seio, enquanto o pressiona contra a costela. Esse processo pode levar, em média, de 20 a 30 minutos em cada mama, principalmente nos primeiros dias. 

Há mulheres, no entanto, que preferem a bombinha manual, outras, a elétrica, que são mais caras e podem ser alugadas. Se optar por esses acessórios, é fundamental que você cuide da higiene deles, deixando-os sempre esterilizados. 

Seja qual for o processo da extração do leite, higienize sempre as mãos antes e as mamas: você pode lavá-las com sabonete neutro e secá-las levemente, sem fazer atrito, com uma toalha bem macia. Evite ainda falar, espirrar ou tossir enquanto tira o leite. “A ordenha exige paciência, porque é normal a mulher ter dificuldade nas primeiras vezes. Se for voltar ao trabalho, o ideal é começar a extrair o leite cinco dias antes”, afirma a especialista. 
COMO ARMAZENAR

Use potes de vidro (prefira os de boca larga caso retire o leite manualmente) esterilizados e identifique-os com uma etiqueta com o dia que retirou o leite. Se ele for usado num período de 24 horas, pode ficar somente na geladeira. Além desse período, é preciso congelar. No freezer, sem ser aqueles acoplados, ele pode ser armazenado por até 15 dias. 

Se for retirar o leite fora de casa, como no trabalho, por exemplo, ele deve ser conservado sempre na geladeira e transportado em uma bolsa térmica. 

Para oferecer o leite ao bebê, nunca se deve fervê-lo, muito menos usar o micro-ondas para tirar o gelo. Se ele não estiver congelado, é só mergulhar o recipiente direto da geladeira para uma água morna. Agite-o levemente para que ele todo fique na mesma temperatura, que deve ser a ambiente. Se estiver congelado, retire do freezer e coloque na geladeira um dia antes de ser usado. Depois, o processo é o mesmo. 

Lembre-se: o leite extraído nunca deve substituir a amamentação do seu filho. Além da sucção do bebê ser a responsável pela produção do leite, segundo Sônia, há uma perda de micronutrientes do leite materno quando ele é congelado.
Fontes: Sociedade Brasileira de Pediatria; A Bíblia da Gravidez, Wladimir Taborda e Alice D´Agostini Deutsch - http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer

Espero que tenha ajudado e que consigam dar continuidade na amamentação.
Beijos









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